HOTEL TRANSYLVANIA

Porque hoje as crianças não tem mais medo de filme de Terror?. Elas assistem, dão risadas, no máximo acham nojento. E, minutos depois que o filme acabou já nem lembram mais do que viram. Na minha época era bem diferente. Eu ficava acordado até às 11 horas, para assistir no canal 13 a sessão de terror. Clássicos de Vicent Price, Christopher Lee e Peter Cushing, só para citar algumas lendas do medo. Eles recheavam de medo as minhas madrugadas. E quem disse que dormia depois. Era um negócio de virar para cá, para lá, achando que na escuridão se escondia algo desconhecido. Quando vejo a minha filha de 9 anos e suas amiguinhas implorando para assistir a filmes de horror, não consigo explicar. “Depois vocês não vão dormir” Elas riem da minha cara “Calma tio, relaxa, é tudo filme mesmo”. Um dos mais recentes do mestre moderno do suspense M Night Shyamalan, “Demônio” é um dos hits da garotada. Há gritos, mas, o que mais importa para as crianças é quem será que é o demônio, quem está fazendo toda aquela maldade. Falando em terror, fui assistir com minha filha a Hotel Transilvânia. Animação bacana que mostra o Conde Drácula preocupado em refugiar os mais variados monstros e protegê das “maldades” cometidas pelos humanos (?). Nota 7. A minha gostou. É um bom sinal. Acredito que cada gênero tenha a sua função. O terror precisa procurar medo, se não perde a graça. Até a próxima.

QUERIDA!! TROQUEI OS FILMES!!

Isso já aconteceu comigo. Em um cinema na cidade de Nottingham, na Inglaterra, dezenas de pais tiveram que sair correndo com seus filhos de uma das salas depois que o estabelecimento começou a exibir um filme de terror ao invés de uma animação voltada para crianças. Uma das mais tradicionais salas da cidade inglesa, Cineworld deveria exibir o longa “Madagascar 3” em uma sessão às 10 da manhã, porém o filme que começou a ser reproduzido foi “Atividade Paranormal 4”. Na plateia, havia crianças pequenas, algumas com até 5 anos de idade. Isso foi grande absurdo, demostrações de falta de preparo pelos donos de cinemas. Em 2005, aqui no Centerplex de Mogi ocorreu algo semelhante. Foi numa quarta feira, quando estava de folga da locadora de Vídeo em que trabalhava. Peguei a sessão das 16 horas, pouca platéia, fartura de bala de goma, sentei confortavelmente onde queria. Nas fileiras de fundo, bem no centro da tela. Começaram os trailers. Em casa, eu pulo as proopagandas, nas salas de cinema ainda não consigo fazer isso. Começou o filme, uma producão da Fox. Estranhei o início. Cenas de epoca medieval, depois de uns cinco minutos aparece o tíitulo “CRUZADA”. Por alguns segundos pensei, estou em sala errada, putz. Mas, as outras 11 testemunhas presentes na sala gelada começaram a reclamar, foi aí, que o projetista acordou e viu que havia colocada a película errada. Foi assistir Sahara com Mathew McConaughey, e não Cruzada com Orlando Bloon. Apesar que Sahara é ruim para doer. Na inglaterra, a situação foi muito pior. Hoje em dia, é dificil imaginar que coisas assim possa ocorrer. Mais um motivo para as pessoas preferirem o conforto da casa às apertadas e sujas salas de cinema.

UMA AJUDINHA PARA SPIELBERG

Vou contar uma passagem da minha vida, que parece mentira. E das grandes. No final da década de 1990, conheci um cidadão chamado Jerônimo. Mineiro ele falava muito, e eu não curto muito conversar com pessoas que falam demais, mas, o Jerônimo era diferente. Sabendo que eu adoro cinema ele me contava estórias que pareciam extraídas de um filme de Hollywood. Solteiro com cara de poucos amigos, aparentemente herdeiro de uma gorda fortuna, o meu amigo viveu muitos emoções, principalmente na Europa e nos Estados Unidos. Em 1972, ele casualmente teve um encontro com quem considero um dos maiores cineastas vivos do planeta. Steven Spielberg. Jerônimo passava uns dias no Hawaii para torrar os poucos dólares que possuía. Um certo dia, ele acordou bem cedo, por volta das 6 horas. A praia deserta, o sol nascendo, as águas calmas, um cenário perfeito para um descanso.  Jerônimo observou um rapaz de aproximadamente 30 e poucos anos, sentado, apenas observando o horizonte.  Jerônimo chegou perto dele, sentou-se, e fez a mesma coisa.  Silencio por pelo menos uns 10 minutos. Até que o mar caprichosamente empurrou para a margem uma placa de veículo. Jerônimo virou-se para o desconhecido ao lado e soltou uma pérola “imagine se um Tubarão engole um troço desses”. Em 1975, Spielberg criou uma de suas obras primas, uma homenagem ao mestre Hitchcock, e uma das cenas mostra pescadores tirando de dentro de um enorme tubarão branco uma placa de carro. Ainda não sei se acredito no Jerônimo, mas eu já contei tanto essa estória, que para mim já se tornou verdadeira. Quem sabe.

FILMES EM 3D PROVOCAM TONTURAS?

Filmes em 3D causam enjoos e tonturas. O mal-estar tem explicação: é o conhecido como “mal do movimento”. Também conhecido como cinetose causa enjoo, vômito, vertigem e até mesmo desmaio em situações de grande movimento. O mais comum é ocorrer em viagens de barco e passeios em montanhas-russas. Mas essa reação do corpo humano também pode ocorrer em sessões de filmes 3D. Eu mesmo já assisti a um dois ou três filmes em terceira dimensão, é legal, mas realmente às vezes incomoda, mas a ponto de sentir tonturas ainda não. Esta é uma noticia um tanto quanto inconveniente no momento que o cinema em terceira dimensão está tentando se estabilizar. Os preços dos ingressos são maiores que a projeção normal, situação que anima os proprietários de salas de projeção em todo o país. Os enjoos, segundo especialistas, podem estar ligados mais a filmes de ação, que naturalmente têm muitas mudanças de câmera ou sequências com grandes movimentos, podem provocar enjoo. A cinetose também pode ocorrer com maior probabilidade em pessoas com tendência à labirintite ou em idosos, mais sensível a situações de movimento intenso. Um das alternativas para combater esses problema seria o ajuste automático da distância entre as pupilas do espectador e a utilizada nas salas de cinema 3D. Existem óculos que permitem fazer o ajuste da distância interpupilar, mas são vendidos à parte, e não podem ser usados nas salas de cinema. Se isto não der certo, acho que tá na hora (já) de se investir em outra tecnologia que substitua os óculos. Vamos aguardar.

OS PIORES FILMES DO MUNDO CAPÍTULO 2 – SETE ALMAS

Quando o ônibus em que viajavam se acidenta nas montanhas, dois irmãos e quatro estranhos se encontram repentinamente isolados no meio de uma tempestade com a morte à espreita. Eles são salvos por um homem misterioso que os convida a procurar abrigo em sua casa no meio de uma floresta. Lá eles ficarão até que a tempestade se acalme. Porém, a casa tem seu próprio plano para os convidados – os espíritos vingativos querem sangue. A premissa pode ser interessante, mas, o filme está longe de ter algum atrativo. É ruim mesmo. Não entendo como Atores como Val Kilmer(que já fez Batman) canastrão de primeira e Ving Rhames(Missão Impossível) prestam a fazer uma tranqueira dessas. Não consegui nem rir ou ter medo com esse filme de terror. Os efeitos são de péssima qualidade. Os cenários de quinta categoria e os atores parecem zumbis bêbabos. As cenas que poderiam provocar medo(??) são protagonizadas por um menino, que parece mais um daqueles chatos da novela carrossel. Ou seja, não dá para levar a sério uma produção de locadora que por sorte será esquecida por todos, principalmente pelos atores. Até a próxima. Se eu conseguir assistir um filme tão ruim como este.

CÃO VERMELHO

Adoro filmes, onde a amizade é um dos temas centrais. Assisti um filme agora a pouco sobre este tema. Cão Vermelho. A história é simples, baseada em um folclore da Austrália, onde o filme foi produzido. Um caminhoneiro para em uma lanchonete à beira de uma minúscula cidade. Os moradores estão em polvorosa por causa da iminente morte do tal Cão Vermelho. E começam a contar histórias do animal enquanto fazem uma vigília por ele. O cachorro mudou a vida de todos na cidade. Cada pessoa tem uma passagem interessante a descrever. Há momentos de graça, tristeza e até aventura. As histórias vão se completando… e o filme passa pela tela de maneira leve. Eu tenho uma teoria sobre amizades. Você conhece muita gente no decorrer da vida, mas, você conta nos dedos, quem são os seus verdadeiros amigos. Hoje, tem aquele que se gaba “Tenho mais de 4 mil amigos no face”. São amigos virtuais, muito longe da essência da palavra. Eu considero um amigo de amigo aquele que você pode conversar de coisas particulares, de trocar experências únicas, de poder contar sem interesses, além de uma simples companhia. O cão do filme é leal e amigo. E não vou deixar de dizer que o cão é o melhor amigo do homem. Sorte de quem tem amigos, coisa rara hoje em dia.

PROJETO ESCOLA VAI AO CINEMA

Este é um tipo de projeto que gostaria de implantar na cidade. A Escola vai ao Cinema é um projeto desenvolvido com base no Ministério da Cultura e a Agência Nacional do Cinema (Ancine) que incentiva a recuperação e o fomento de salas de cinema em prefeituras, visando ao acesso à cultura, fazendo com que os alunos das redes de ensino fundamental, médio e superior tenham acesso a exibição de filmes e documentários, a preços populares visando assim o crescimento da Sétima Arte em todos os aspectos, e desta forma contribuir para o fortalecimento da arte e erradicar aos poucos a pirataria. Em uma das escolas que aderiu ao projeto, as sessões possuem valor simbólico de R$2,50 e uma garrafa pet, com intuito de contribuir com o meio ambiente. O projeto faz com que o aluno tenha um contato tenha um contato com a linguagem cinematográfica, permite a ele nesse espaço extraclasse uma nova maneira de interpretar a sociedade, ou seja, estimula um olhar mais critico. Parece mentira, mas temos alunos nas redes Estadual e Municipal que nunca pisaram em uma sala de cinema, apesar das sessões escola que muitos cinemas estão introduzindo nos últimos anos. A idéia está lançada quem sabe uma autoridade, um político, um empresário queira abraçar e desenvolver o projeto.

O PREÇO DO AMANHÃ

Ficção científica. Adoro esse gênero de cinema. Faz a gente imaginar coisas que talvez nunca possamos ver. O Cinema dá essa possibilidade de projetarmos as mudanças futuras principalmente às tecnológicas e as comportamentais. A viagem à lua, os aviões gigantescos e o simples (para nós) aparelho celular são invenções que, no inicio do século passado, não passavam de cenas de filme de ficção. Um bom exemplo que a arte pode ser um parâmetro para a realidade é a produção “O PREÇO DO AMANHÔ. A estória mostra que todo o cidadão do planeta tem um tempo de vida. Isso mesmo, um relógio digital no antebraço em contagem regressiva que o suspense e ação que o filme necessita. Em um futuro próximo, o envelhecimento passou a ser controlado para evitar a superpopulação, tornando o tempo a principal moeda de troca para sobreviver e também obter luxos. Assim, os ricos vivem mais que os pobres, que precisam negociar sua existência, normalmente limitada aos 25 anos de vida dinheiro físico não existe mais. Tudo que vc precisa comprar é com o seu tempo de vida. Um cafezinho, por exemplo, custa 3 minutos de sua preciosa existência. E quando o tempo acaba vc também dá adeus. O salário diário é pago também com tempo. Portanto, uma situação não mudou. A desigualdade social. Ou seja, quem tem mais tempo de vida, é considerado mais poderoso. Quem possui um século de vida já é tido como milionário, os demais, a maioria, lutam pela sobrevivência todas às 24 horas do dia. Será que estamos prontos para essa situação no futuro?

PIRATAS PIRADOS!!

Quando assisto a um desenho ou filme infantil tenho sempre a companhia da minha filha. Ela é o meu termômetro, me diz se o filme é bom ou não. Segundo ela, Piratas Pirados é legal. No entanto, me decepcionei um pouco já que a propaganda maciça na TV mostrava outra coisa. Demorou para ser lançado. Os produtores deveriam ter aproveitado o sucesso de Piratas do Caribe, mas vacilaram. O desenho feito no estilo macinhas, o mesmo de fuga das galinhas, tem seus méritos. Tem algumas cenas de ação, alguns personagens engraçadinhos, mas que nunca chegam a arrancar gargalhadas. Aproveito que estou falando de pirataria e lembro-me de algo infelizmente parecido. Refiro-me a outro tipo de pirataria. Aquela feita nas ruas de minha cidade. Sempre antes de me encaminhar a mais um dia de trabalho tomo um cafézinho numa padaria perto de casa. E, sempre sou abordado por um sujeito que despeja ao meu lado um calhamaço de filmes piratas. Por educação, acabo olhando os principais lançamentos, mas não tenho coragem de comprá-los. É um grande desrespeito ao consumidor final, as lojas, as locadoras que não sei como ainda sobrevivem. O futuro todo mundo já conhece. Todos os filmes serão baixados legalmente diretos para sua TV ou computador. Isso já existe, mas ainda é em pequena escala. Como diz a propaganda do governo. “Não compre filmes piratas, você está colaborando com o crime organizado”. Voltando ao assunto incial, eu sai do cinema com gostinho de quero mais. Sinceramente os trailers que vi no início da sessão me atraíram mais.  Hotel Transilvânia e Era do Gelo 4. Estes sim eu quero assistir na tela grande, com ou sem a minha filha. Até próxima sessão.

VIGILANTE RODOVIÁRIO

Miranda continua distribuindo autógrafos

Estava por terminar a década de 90 e tive o prazer de entrevistar por quase duas horas um dos icones da Televisão e do cinema do país. Carlos Miranda, ator que ficou eternizado como o Policial da série de Tv, Vigilante Rodoviário visitou os estúdios da extinta e saudosa Rádio Diário de Mogi. Na época, apresentava todos os sábados, após o programa Castro Alves, duas horas de informação e musica de cinena e seriados. Programa Cine Musica contava com a participação do meu amigo, meu irmão Marcos Perrin, outro amante da nobre arte. Miranda contou detalhes das filmagens, nos falou do carinho dos fãs mesmo depois que a série encerrada há tanto tempo. Depois do fim do seriado, tornou-se um patrulheiro de verdade, ingressando na Polícia Rodoviária onde galgou vários postos e atuou como porta-voz e garoto propaganda da corporação, até se aposentar. Atualmente, Carlos Miranda participa de exposições de carros antigos em cidades do interior de São Paulo e do Sul de Minas Gerais, onde sempre é exibido o seu Simca-Chambord 1959, sempre muito simpático e vestindo uma farda igual a da série distribui muitos autógrafos aos visitantes das exposições. Quando esteve na Rádio, Miranda ainda tinha a intenção de produzir um remake da série, mas os direitos da marca ainda esbarava em pendencias judiciais. Entre as curiosidades que envolvem o seriado foi o processo de escolha do cão de nome Lobo, parceiro inseparável do primeiro herói brasileiro. Segundo Miranda, foram testados mais de 5 mil cães. Ainda tenho a gravação em fita K7 desta entrevista e espero postá-la de alguma forma para que todas conheçam um pouco do Vigilante Rodoviário. A serie teve 73 episódios sendo produzida de 1962 à 1967 e voltando para 1972 com seus últimos episódios.

Foto para guardar para sempre. Miranda com os apresentadores do Programa Cine música na Diário de Mogi.